domingo, 2 de janeiro de 2011

Identidade

Eu sei quem eu sou, pois quem não conhece a si próprio, não pode opinar
nada sobre nada em relação ao mundo. Se definir, não é se limitar como
muitos dizem, pois se nós não nos conhecemos, nós nos tornamos iguais
entre si. Pois o que nos diferencia em cada um de nós, é a nossa
personalidade. Quando nascemos, a primeira coisa da qual nos vemos a
estar "obrigados" ao resto de nossa vida, é o nosso nome. Ele, é o que
nos define em primeiro lugar, porém, muitas pessoas têm nomes iguais. O
que nos faz não ser elas, são os nossos atos em relação a tudo que
estamos deparados a escolher nessa vida. Todos nós temos uma
identidade, não falo daquele papelinho com o nome de seus pais e o seu
dedão nela, e sim, da maneira de como eu me relaciono com o mundo. Isso
é identidade, isso sou eu, isso é você.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Meu novo desejo

Esse não será meu poema mais belo.
Talvez o mais impetuoso de todos.
O menos ensaiado.
Com você não houve ontem.
Ainda não houve nada.
Você, meu acaso mais suplicado.
Alguém que me tirasse aquela dor.
Pedido atendido.
Meu novo desejo.
Cinco segundos.
Não mais que isso.
Somente nossas mãos se tocaram.
Mas pude sentir seu corpo inteiro.
Uma troca de energias.
Seus olhos reflectidos nos meus.
Fixos, profundos.
Como eu esperava que fossem.
E aqueles cinco segundos foram infinitos.
E nada mais importava.
E não havia mais nada.
Nem uma palavra foi dita.
Naquele instante tive a certeza que te queria.
Tão quanto você me quer.

Sem direçao

Malas prontas e pé na estrada. Na bagagem uma muda de blusinhas e uma muda de arrependimentos. Roupas íntimas e meus segredos mais íntimos. Maquinagem para disfarçar minhas olheiras, e alguns sorrisos falsos para disfarçar minhas tristezas. Poucos vestidos e poucos medos. Nenhuma roupa de frio, sempre pálida, mesmo quando não quero ser. Minha passagem tinha horário de partida e de chegada, mas eu nem sabia se realmente queria partir e tão pouco onde iria chegar. Impresso no cartão de embarque constava à cidade de destino. Destino? Quem me dera saber o meu. Ainda não sei. Sempre atirada à sorte... Viajei para longe... Muito longe... Tão perto. De que adiantou tantos quilómetros, se eu fiquei lá. Meu coração perdeu aquele avião. Mas embarcou no horário seguinte e finalmente se juntou ao restante de mim. Sim, o resto de mim. Só ele já é mais do que realmente sou. E todo o resto é apenas resto. Tive medo que ele se recusasse a me acompanhar. Mas meu coração sabe que tenho razão, e que todas as vezes que fujo de mim, que fujo dele, é sempre para o nosso bem. Foi indescritível vê-lo chegando vagarosamente, sorrateiro... Mas eu já sabia que ele havia chegado, e que iria ficar. Agora já posso voltar. Já não preciso fugir de mim. Fugir de nada. Agora qualquer lugar é lugar. Porque estou inteira novamente. Livre!

Quem nunca´passou a noite em claro?


Quando as folhas caem no jardim
Anunciam o futuro que já chegou.
O tempo passa e nada é ruim
O céu ainda é cinza, mas a chuva já passou.


No fim da rua me encontro em silêncio
Perdido no mundo dos meus pensamentos.
A luz se apaga e o sol toca o chão,
O escuro clareia minha inspiração...



Quem nunca passou a noite em claro?

Já não entende que algo está errado.


 

Ando vendo as coisas de outro jeito

Vivo intensamente todas as minhas emoções.
Acusam-me de ser demasiada passional, dizem que sofro demais... Realmente. Sofro bem mais que os outros. E acho um preço justo a ser pago por quem tem o privilégio de desfrutar também em totalidade da alegria, quando essa lhe bate a porta.
De todos os erros que já cometi, só me arrependo daqueles que não compensaram o deslize.
Aquele que for capaz de renunciar um desejo, verdadeiramente sente apenas uma medíocre vontade.
Se soubermos relevar, renascer, sem ódios, sem rancores, teremos certeza de que não foi agreste a nossa aposta. Muitas vezes é deixando as bagagens pela estrada que tornamos nossa caminha mais leve. As vezes é preciso aprender a abandonar, perder, para então ganhar.
O mais difícil na convivência humana, é que muitas vezes não estamos dispostos a nos calar, e menos dispostos ainda estão os outros a nos ouvir  ainda mais quando se tratam de verdades.
A convivência com semelhantes é demasiadamente tediosa. Tem que haver diferenças, mas na medida que despertem admiração e até mesmo espanto, jamais a perigosa fúria ou a humilhante piedade.
A sabedoria plena consiste em subir infinitos degraus. Os dois primeiros que almejo são os degraus do silêncio e o da prudência. O do silêncio para resguardar os sentimentos e pensamentos que não pretendo (ainda que por hora) com partilhar com terceiros. E o da prudência para transformar o desconhecido em (quase) previsível e as ações em atitudes ao invés de rompantes. Quando me vejo tão distante de alcançar esses degraus, o que me consola em minha tolice emocional, é a convicção de que posso não ter (de fato) começado a percorrer essa vereda rumo a sabedoria, mas reconheço-a. E as mudanças são estabelecidas basicamente em três etapas: reconhecimento de sua necessidade, desejo de transformação e ação. Visto isso, só me falta o terceiro (e mais difícil) passo.”

Fui embora

Peguei minhas coisas fui embora

Não queria mais voltar
Eu nunca quis presenciar o fim
Há dias que os dias passam devagar
Tudo se foi nada restou pra mim

Por isso estou aqui agora
Vou embora sem pensar
No que ficou pra começar ali
Mas eu só tinha algumas horas pra voltar
Tudo se foi, nada restou pra mim


São coisas que somente o tempo irá curar
Se for para nunca mais te ver chorar
São coisas que somente o tempo irá curar
Se foi tudo vai passar...
Musica  muito especial para mim

Maneira de me espressar

Dançar,hum
Não tem preço,
Talvez esse seja um otimo sentido para um recomeço de vida...
A vida é isso,altos,baixos e muitos baixos.
A graça é caminhar por todos eles e saber que todos os momentos,
Vão passar sejam bons ou ruins.
Por isso aproveitar o agora é o mais importante.
Viver o agora não pensando no amanha, hum não tem preço...
Viva intensamente o hoje, esquecendo do dia de amanha.